I love mankind; it's people I can't stand.
Charles M. Schulz
Republicano, anti-imperialista americano, anti-imperialista europeu
e consumidor moderado de imperiais.
Escritos de um enclave tectónico intercontinental.

 

Julho 14, 2009

 

Corrupção Intelectual

Saramago declara apoio a António Costa

Lido na TSF

O prémio Nobel da Literatura José Saramago declarou, esta sexta-feira, apoio à recandidatura do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa (PS), nas eleições autárquicas de 11 de Outubro.

«Espero que seja presidente por muitos anos mais. Espero que isso aconteça. Oxalá! Mas é preciso fazer com que isso aconteça. As coisas não acontecem por si mesmas. É preciso fazê-las acontecer», afirmou José Saramago.
«Espero que isso venha a suceder, a tempo de ganhar as eleições e a tempo de continuar o magnífico trabalho que tem vindo ser desenvolvido pelo Município de Lisboa», acrescentou.»

 

Para os que ficaram mudos com esta aproximação súbita do Nobel inquebrável aos piratas da politica portuguesa, aqui vai o resto da notícia:

O escritor e militante comunista falava na Câmara de Lisboa durante a assinatura de um protocolo para a produção de um filme sobre a relação entre José Saramago e Pilar del Rio, com o título provisório de «União Ibérica».

Este comunista empedernido de repente viu-se familiarizado no neo-liberal PS? E ainda por cima no Alberto Costa??? Como é que uma Câmara como a de Lisboa envididada até ás pontas dos cabelos, ainda tem dinheiro para estes delírios?? Mostra bem como e por quem é gerido o dinheiro público em Portugal: de forma criminosa e por criminosos.

Querem saber a sinopse do tal 'filminho'? Cá vai:

Escritor português, Nobel, conhece espanhola feminista  que decobre nele o fascínio comodista e ao mesmo tempo inovador da escrita sem pontuação.

Orçamento do filminho? Ora não sei, deixa cá ver ..... uns 500.000 euros. Chega?

Ironicamente, Saramago sempre professou que Portugal maltratava os seus notáveis. Era um país tacanho, e tudo o mais que nisso se podia enquadrar, o mestre escritor não se eximia a debitar recadinhos em forma de profecia, tecidos a partir do buraco escavado em território espanhol, onde se enterrou.  Assim se explica que quando Cavaco era Primeiro Ministro tudo o que bastava para que o tresmalhado anarquista parasse a corrosiva caneta e voltasse á pátria era que fizessem um filminho sobre ele, e o respectivo umbigo.

Emerge agora este Saramago, velho, provavelmente menos lúcido (eufemismo de senil) voltado do seu exílio, o seu 'amuo'. E vem directo para o conúbio com a súcia de bandidos que têm andado a pilhar este país desde o 25 de Abril. Estes neo-comunistas mostram bem a sua pele, o seu carácter, e a sua motivação: sede do protagonismo.

Corrupção intelectual,  Corrupção moral, Corrupção económica. Em resumo: prostituição.

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Julho 07, 2009

 

Esta reportagem da SIC deu-me um "calor no coração".  A simplicidade das pessoas, e de como a vida pode ser tão simples. Feita de trabalho mas de coisas boas.

 

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Junho 30, 2009

 

Encontro-te, sempre

 

Volto ao Percepções, desencontrado, indisciplinado, tresmalhado do mundo. Busco um sentido, um estado que não sabendo especificar  logo encontro nas palavras delicadamente pousadas nas imagens.

O Percepções é a casa que me recebe, que me encontra (sempre foi assim), e me lança no vôo...

Beijo-te Raquel, na delícia do reencontro.

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Junho 13, 2009

 

Vem sentar-te comigo,

Lídia, à beira do rio.

Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos

Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.

(Enlaçemos as mãos).

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida

Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,

Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,

Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.

Quer gozemos, quer não gozemos,

passamos como o rio.

Mais vale saber passar silenciosamente.

E sem desassossegos grandes


Fernando Pessoa

 

Maio 21, 2009

 

Mundo pequeno

 

Lá entrei finalmente na única sex-shop (creio que é a única) deste fim de mundo onde vivo. 

Como alguns saberão, uma sex shop não é como ir ali ao café da esquina. É quase como irmos ao médico e este pede-nos que nos dispamos. Quando chegamos a uma sex shop podemos ser abordados pela pessoa que atende os clientes e nos pergunta o que procuramos. E lá nos confessamos, pelamos as camadas da nossa intimidade uma a uma, das nossas pulsões(?).

É pois nessa necessidade de privacidade que sou logo atacado pelos fantasmas das terras minúsculas como esta em que, como já disse, vivo. Para começar, a pessoa que me atendeu era ligeiramente conhecida. Daquelas pessoas que dizemos conhecer "de vista".  Logo de seguida, entra pecisamente nessa mesma loja um vizinho do meu prédio. É claro que se seguiu um daqueles momentos embaraçosos, ou nem tanto a julgar pelo á vontade do dito sujeito.

Para alguns, o Mundo é mais pequeno que para outros. E mais i-Mundo :)

A dita loja não tinha muitos artigos para escolher. Ou eu é que sou muito esquesito...

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"É isto que tenho para dizer"

Acho profundamente irritante, deprimente  e suficientemente capaz de fazer-me cócegas naquele canto sarcástico do meu espírito.

DETESTO aquelas entrevistas de rua da televisão portuguesa  em que pedem ao povaréu uma opinião sobre tudo e nada ou um testemunho qualquer, e este claro está, dá-a. E termina com demasiada frequência essa dádiva de sapiência lobotomizada com esta frase lapidar:

 

É só isto que tenho para dizer

 

Grrrrrrrr...................

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Maio 09, 2009

 

 

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Maio 04, 2009

 

La bella e il Mostro

O primeiríssimo Berlusconi anda a fazer das suas e a legitima esposa "meteu os papéis". O pobre geriátrico homem andou a cirandar na  infindável, tentadora fonte da Juventude.

Aparentemente a coisa com a respectiva e legítima senhora estalou por causa desta 'puro sangue' italiana, nos seus tenros, encantadores, deliciosos, irrepreensíveis 18 anos.

MAS olhando para estas singelas, inocentes  e ao mesmo tempo 'jezebélicas' imagens ..... QUEM pode censurá-lo? :)

Se a Natureza nos quisesse fiéis, nasceríamos cegos. Seria um bom começo a caminho da fidelidade, não acha Sr. Berlusconi?

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Abril 28, 2009

 

Noticias do futuro

Últimas noticias sobre as medidas de contingência do Governo português para combater a potencial ameaça da gripe A: irão ser instaladas câmaras de infra-vermelhos nos aeroportos que vão verificar autmaticamente o nível de febre das pessoas.

Até aqui nada de novo mas é aqui que o Plano Tecnológico mostra as suas garras: as ditas câmaras irão estar ligadas a uma espingarda automática! E assim se resolvem todos os imbróglios e problemas de logística que a epidemia pode vir a ter.

Escusado será dizer que todo este complexo sistema será coordenado pelo computador Magalhães. Afinal o Plano Tecnológico sempre servia para alguma coisa... Ah pois é.

A única carrinha que será necessária ter em prevenção nos aeroportos é a carrinha funerária.

Portugal .... Faz bem :)

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Abril 24, 2009

 

25 de Abril. Viva?

A propósito do novo código das custas judiciais, tropeço nesta notícia da TSF. É verdadeiramente chocante o que estão a fazer neste país em matéria de Justiça. Considero um dos pilares mais corroídos do regime que em Portugal chamam de Democracia.

Em uma única linha o novo código de custas processuais resume-se a criar um regime de excepção aos 'pobres' dos politicos e mais uma meia dúzia de cambada do regime instalado.

Se a Justiça em Portugal já é uma MERDA, e apoia-se em trinta e tal anos de uma verdadeira bandalheira de parlamentos legiferantes, que 'produziram' um autêntico labirinto de leis verdadeiramente inúteis (dependendo da perspectiva, claro está,  as leis podem servir a alguns...)  muitas vezes contraditórias e obstaculizantes de uma Justiça efectiva que este país nunca teve,  então esta é a estocada final. Preparem-se, preparem-se, eles vêm aí....

Justiça para todos? Cada vez menos....

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Março 13, 2009

 

Um país a fingir


9 Março 2009

 


15 Outubro 2008

 


3 Julho de 2008

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Fevereiro 12, 2009

 

Quebra-silêncio

O esquecimento e o abafamento dos factos são dois dos instrumentos que herdámos da ditadura que não soubemos purgar devidamente, e à sombras dos quais vive muito boa alma.

Tivemos uma revolução demasiado romântica, à sombra da qual muitos personagens saíram com uma reputação novinha em folha. Outros tiveram a decência de fugir.

Num país a sério com uma revolução decente, esses personagens eram abatidos na rua e o seu sangue seria para lavar pedras da calçada.

Hoje, Portugal é um país de calados onde se mantêm os personagens colaboracionistas e sua proles. E as práticas perduram.

Vivemos num país que em tempos de alardeada 'crise' (como podemos chamar então os sombrios tempos em que sobreviveram os nossos pais e avós?) temos uma manada inútil de deputados que os assuntos mais importantes que encontram para debater são o casamento dos homossexuais, e a promoção destes a vítimas na nova lei penal de proteção á vítima (nem estou interessado em saber se é esta a designação). E a grande maioria dos portugueses que são as vítimas silenciosas destas elites legisladoras e suas asneiras constates e verborreicas?  Essa maioria anestesiada vê passar nas suas barbas uma montanha de dinheiro entregue da bandeja á suja banca portuguesa. 20 biliões de €!

E a eutanásia vem aí. O debate sobre a dita, entenda-se, porque o que devia realmente ser aprovada era a eutanásia destes senhores (e senhoras) 'doutores' em praça pública.

A crise não existe. A sua origem é filosófica. É uma condição de transformação seja do que fôr neste planeta: vivo ou inanimado.

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Dezembro 13, 2008

 

Federal war on Gold

http://www.fff.org/freedom/fd0608a.asp

There are few things that federal big spenders hate more than gold. Why? Because they know that, historically, gold has provided the best means by which people could protect themselves against the ravages of a rapidly depreciating currency.

The mainstream press often uses the term “inflation” to describe rising prices. That’s incorrect. Actually, when the general price level is rising, that’s a result of inflation, not inflation itself. Inflation is the process by which governments print up the money to pay for ever-increasing expenditures.

Why not instead simply increase taxes on people in order to get the money to pay for the soaring expenses? There’s an obvious reason: Taxes make people angry at government officials. It’s much easier and safer to simply print the money because then most people have absolutely no idea that the government is behind what is happening.

When prices of commodities, goods, and services start rising in response to the depreciating quality of the money, the average person is likely to blame those in the private sector, such as oil companies, speculators, and businessmen, for the woes.

Being unaware of economic principles, people will even demand that federal officials impose price controls and excess- profits taxes on the evil offenders, a demand that the authorities are often willing to oblige.

That’s why inflation has always been the best friend of big spenders in government. Although clearly a fraudulent way to finance government operations, history has proven that the possibility that such fraud will be figured out by an ignorant and trusting citizenry is minute

http://www.fff.org/freedom/fd0608a.asp

Tim tim , por tim tim.

 

The paper money of today still contains a hint of what it once represented — a promise to pay money, rather than money itself. Take a dollar bill out of your billfold. Notice that at the top it states, “Federal Reserve Note.” Why is it called a “note”? Because it represents, somewhat perversely, what such a note once constituted for our American ancestors — a promise to pay something, namely gold. Today, such notes are what is termed “irredeemable” — that is, they cannot be redeemed in gold or silver coin. They are promises to pay nothing.

 

Zero Value

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Novembro 21, 2008

 

Os bancos e os pobres

Pior do que a falência do sistema bancário, só mesmo a falência do Estado. E esta, ao contrário do que li num artigo de opinião recente, acontece e tem mesmo acontecido com demasiada frequência.

Não passou por isso pela cabeça de ninguém de juízo a ideia de deixar que o mercado resolvesse livremente os problemas gerados pela actual crise financeira. A decisão informal europeia de montar um sistema de apoio à banca para evitar a sua bancarrota generalizada – como a que se deu na Islândia – parece-me por isso do mais elementar bom-senso.

Posto isto, ninguém decidiu na União Europeia – nem ninguém tinha competência para o fazer – as modalidades dessa intervenção, sendo, portanto, os parlamentos nacionais as instituições responsáveis pela sua aprovação.

Em Portugal, o Parlamento aprovou numa manhã, e o Presidente da República – como fez questão de salientar – não precisou de mais de meia hora para promulgar, uma lei que autoriza a intervenção do Estado até 20.000 milhões de Euros, sem questionar nada do que é essencial saber sobre a sua forma de aplicação, para não falar das razões que tornaram essa verba necessária ou das medidas a tomar para que situações semelhantes não se verifiquem no futuro.

No mínimo, era essencial estipular formalmente o princípio da garantia dos depósitos – independentemente do que a Comissão Europeia resolvesse dizer sobre isso – e as contrapartidas exigidas para as garantias públicas, nomeadamente o seu valor perante outras responsabilidades da banca. Era necessário nomear uma comissão de inquérito, ou mandatar as representações nacionais para exigir esse inquérito nos planos europeu e internacional, com o objectivo de averiguar as razões da catástrofe e de pensar as reformas a empreender para que elas sejam evitadas no futuro.

Saber se o contribuinte irá finalmente pagar 20.000 milhões de Euros ou se a conta ficará por muito menos é, neste momento, um exercício puramente especulativo. Numa economia de mercado, a única forma de responder a questões destas é a de perguntar ao mercado quanto dinheiro estaria alguém disponível – com a mesma credibilidade do Estado – a dar para fornecer igual garantia. Caso aparecesse alguém, duvido que a soma pedida fosse muito inferior aos 20.000 milhões de Euros.

Passemos agora ao rendimento de famílias pobres, cujas razões para serem pobres são diversas, mas tenderão agora a ser cada vez mais a de terem sido demasiado optimistas no rendimento esperado perante o juro exigido.

Dizer que o funcionamento da sociedade é independente da sua sorte e que a ajuda deve ser um acto de puro altruísmo é ignorar toda a história da humanidade. Considerar essa verba apenas como despesa e não como investimento é não entender que a riqueza de uma sociedade depende da riqueza dos seus membros, e que alguém com instrução e condições de vida tenderá a ser mais produtivo e a trazer menos problemas à sociedade do que alguém na miséria.

Que é necessário impor condições, controlar e supervisionar o dinheiro que assim se gasta? Que há muito dinheiro que tem sido mal gasto nesta matéria? Que é essencial valorizar o trabalho e nunca permitir que o fruto deste mal se distinga da ajuda pública? Com certeza!

A única questão a ter em conta é não pôr em causa a dignidade que é essencial para todos, não perder de vista a humanidade e, acima de tudo, manter o sentido da proporcionalidade e do bom-senso.

Exigir para cada cêntimo cedido a um pobre o controlo que não se exige a cada bilião que se promete à banca, não revela nenhuma das qualidades essenciais ao exercício de cargos públicos e parece-me mesmo revelar um inaceitável desprezo por quem tem a má sorte de necessitar apenas de cêntimos em vez de biliões.

in Câmara de Comuns

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