<$BlogRSDUrl$>
I love mankind; it's people I can't stand.
Charles M. Schulz

 

setembro 30, 2004

 

O padrinho
Sou eu, mas... Há uns bons anos que já não via o meu afilhado! Está enormeee, e todo gato. Deve ser só miúdas atrás dele lá no sítio!
E gosta de jogar á bola, aliás SÓ quer jogar á bola, e usa gel no cabelo, e é assim puto, todo machão.

Infâncias sonhadas.

 

 

Paródia on Waves
O barco tripulado pela organização portuguesa Testicles On Waves abandonou hoje a sua missão na Holanda.

Tendo chegado, uma semana antes, ao limite das águas territoriais Holandesas, este grupo de homens portugueses pretendia libertar as mulheres Holandesas, sendo que neste país elas engravidam muito pouco e existe um enorme número de lésbicas.

O presidente da organização, Zézé Camarinha falara-nos da sua missão "Epá, eu adoro lésbicas. ..daa-se, quem é que não adora?? Mas agora, desde que um gajo depois possa entrar no meio, duas mulas suecas aos pinotes e estes frouxos não entram na brincadeira? É uma vergonha pá, é o terceiro mundo. Isto lá na pátria não é assim".

O governo Holandês não permitiu a entrada do barco nas suas águas territoriais, alegando que havia intenção copulatória por parte dos seus tripulantes, usando como prova o elevado nível de testosterona, evidente na cobertura em pêlo do calcanhar até aos ombros de todos os tripulantes.

O Ministro da Defesa enviou mesmo uma fragata para defender o direito das mulheres Holandesas ao lesbianismo. Após uma semana de intensa polémica, Zézé Camarinha, bem como os restantes membros dos testicles on boats, mostravam-se conformados. "Epá, que posso fazer?" perguntava Zézé " Já deixámos no nosso site informações sobre em que praias do Algarve as
Holandesas podem vir arranjar um macho latino. Temos pena que a deslesbianização seja criminalizada neste país. È o terceiro mundo, que mais posso dizer. Lá na praia da Rocha nenhuma lésbica dura mais de dez minutos...heh, ai não, que não...!"


In Robina dos Bosques

 

 

Deduções
Um homem caminha estrada fora, quando percebe a pouca distância, um balão voando baixo. O balonista acena-lhe desesperadamente, consegue fazer o balão baixar o máximo possível e grita-lhe:

" Ei, você, poderia ajudar-me? Prometi a um amigo que me encontraria com ele às duas da tarde, porém já são duas e meia e nem sei onde estou."

O outro homem, com muita cortesia, respondeu:

" Mas claro que posso ajudá-lo! Você se encontra num balão de ar quente, flutuando a uns vinte metros acima da estrada. Está a quarenta graus de latitude norte e a cinquenta e oito graus de longitude oeste."

O balonista escuta com atenção e depois pergunta-lhe com um sorriso:

" Amigo, você é engenheiro?"

" Sim senhor, ao seu dispôr! Como conseguiu adivinhar?"

"Porque tudo o que você me disse está perfeito e tecnicamente correcto, porém essa informação é-me totatalmente inútil, pois continuo perdido. Será que não tem uma resposta mais satisfatória?"

O engenheiro fica calado por alguns segundos e finalmente pergunta ao balonista:

" E você, não será por acaso um social-democrata?"

Sim, sou realmente filiado no PSD. Como descobriu?"

Ah! Foi muito fácil! Veja só: você não sabe onde está nem para onde vai. Fez uma promessa que não tem a mínima ideia de como irá cumpri-la e ainda por cima espera que outra pessoa resolva o seu problema.
Continua exactamente tão perdido quanto antes de me perguntar. Porém, agora, estranhamente, a culpa passou a ser minha..."

(Recebida por mail)

In Robina dos Bosques

 

setembro 23, 2004

 

No dia europeu sem carros fiz... 40Km num jipe a gasolina, cujo motor está um pouco nervoso, logo consumindo mais, o que não se traduz em rendimento efectivo na estrada, não senhor!

E no regresso iam-me passando na cabeça uns palavrões contra uns anormais que vinham em sentido contrário na berma (anoitecia.
"E depois acontece-lhes alguma coisa"...
Mas não é com a segurança dos outros que nos preocupamos, é sempre com a nossa vidinha e com os sarilhos em que os arranhões dos outros nos podem meter.
É mesmo assim.

 

setembro 22, 2004

 

Adorooo andar de comboio! Estreia do Alfa pendular para Faro.



Parece um avião por dentro.



Deve ser...Novo record pessoal!


Ok, eu tenho uma psico-qualquer-coisa com estes arcos. Definitivamente!







Não é o Garfield, mas podia chamar-se assim





Actualmente a dona trata-o por Ivan, o terrivel.



The beach at last!



(Marcas de pneus by ISN)



Ai... Setembro.

 

setembro 15, 2004

 

Por nada
Não é por nada que ponho esta música sob escuta, apenas deparei com ela no elasticidade. E lembrei do Mullholland e da voz da Rebekah. E como gosto muito da melodia, mesmo em dias bons como os que tenho tido.

Estou bem, só isso. Não é por nada.

 

setembro 09, 2004

 

The Rorschach Test
Ora então diga lá o que lhe sugere a imagem?
-Bem, 'sôtor'... A mim lembra-me... Um carro?
- Olhe bem , olhe que não, olhe bem.



In Pano do Pó.



 

setembro 08, 2004

 

"O Sexo... dos Anjos
Acreditem se quiserem, mas este hábito decrépito de se querer, a toda a força, distinguir o que é Sexo e o que é Amor, nauseia-me!
A velha conversa de café entre amigas de 16, 17, 18 anos (mais velhas ou mesmo mais novas, porque não) que discutem o que já fizeram, o que não fizeram e o que hão ainda fazer... Há sempre uma pseudo-púdica que diz que nunca na vida há-de ter sexo sem que exista envolvimento emocional, sem que ame a pessoa, blá blá blá... TRETAS!
Senão vejamos... Não será tudo a mesma coisa? O acto não será o mesmo? O que muda, então?
Muda, com certeza, a pessoa. Apenas e só isso!
Sexo, é sexo... No mundo animal chamam-lhe cópula e não deixa de estar correcto. É mesmo disso que se trata. O acto mais irracional do animal (dito) racional que somos nós. O acto reprodutivo na sua essência, ao qual quando praticado por mero passatempo há quem dê o nome de "foda"!
Acabem, por favor, com esses pontos de vista lamexas que, à luz da nossa sociedade, já nada trazem de novo e que, no fundo, só sao ditos da boca p'ra fora... Não serão um pouco retrógrados?
Quando a nossa amiga pseudo-púdica se der conta, de facto, do conteúdo das suas declarações (algum tempo mais tarde, quando lhe passar a fase da inocência estúpida e do romantismo barato) acreditem, amigos, vai dar uma gargalhada. E vai fazer de conta, à frente dos outros, claro, que continua a pensar do mesmo modo - afinal, fica sempre bem dar aquele ar de menina de colégio que lê romances pindéricos comprados no quiosque da esquina, que sonha com o seu príncipe encantado com o qual deseja casar e ter um casalinho de rebentos.
E agora, podia fazer aqui uma longa dissertação acerca do que acho do sexo, do que os outros acham que eu acho e do que eu acho que eles devem achar... Mas não tenho paciência porque, e isto é mesmo verdade, perco-a a tentar explicar a terceiros como as suas maneiras de pensar roçam seriamente os limites do patético! E quanto mais penso... mais farta deste assunto fico...

Dêem-me a mulher da minha vida e eu prometo que me passa o mau feitio! LOL"

 

 

"
TPM (tensão pré-menstrual para os menos informados) é uma cena que acontece quando as hormonas andam à toa e nós, mulheres, ficamos desorientadas.
Pessoalmente é quando eu provoco discussões, estoiro com os nervos de toda a gente e depois choro porque ninguém me apoia, «estão todos contra mim!»; ou então calo-me e se não fizerem ou disserem o que estou à espera choro, porque ninguém me compreende. Esta situação acontece, claro está, sem que eu me aperceba do meu próprio comportamento. Parece ridículo?
Não, não é um sintoma da adolescência e não, não sou um fenómeno aberrante. Vinda de uma família de mulheres, já o pude observar e comprovar em diferentes idades e personalidades, o que me levou desde cedo a levantar a questão: se estou desmoralizada ou com as emoções descontroladas, terei razão para o estar ou estarei com TPM? Normalmente, passado um, dois dias, comprovo que é TPM.
Parece infundadamente generalista mas é a realidade meus caros, pelo que peço a todos os queridos para darem um descontozito às raparigas p’las variações de humor. Tipo... Se elas ora estão um doce, ora estão umas cabras histéricas, a culpa não é delas... é das hormonas. "

 

 

"
Um dos mais profundos mistérios do amor é a eterna questão "Porquê ele/ela". De Shopenhauer vem uma explicação simples. Não nos apaixonamos por qualquer um porque a produção de crianças saudáveis obriga a selectividade. A vontade orienta-nos ao encontro dos que, conjugados connosco, apresentam maior probabilidade de dar origem a descendentes belos e inteligentes. O amor não seria então mais do que um exercício da consciência ao ter a vontade encontrado o parceiro ideal. Através dela seríamos atraídos por aqueles cujas imperfeições anulariam as nossas - um nariz grande combinado com uma nariz abatatado promete um nariz perfeito.

O amor, visto sob esta perspectiva neutralizadora, e os ínvios caminhos da atracção estariam explicados, e estes, quiçá, sujeitos a previsão. Nada havendo totalmente satisfatório, também por aqui se pode chegar a uma conclusão aterradora: uma pessoa adequada à procriação é quase de certeza desajustada para nós próprios. Só não o vemos na altura porque a vontade é tirana e cega-nos.

Dizem os estudiosos não ter sido intenção do filósofo deprimir-nos. Pelo contrário, libertar-nos de expectativas susceptíveis de criar azedumes. No mínimo, encarando as coisas deste modo, quando o amor nos deita abaixo, podemos sempre buscar consolo na ideia de que a felicidade nunca fez parte do plano.
"

 

setembro 07, 2004

 

Apêgos
Esta série dos Sopranos, não é nova, já a vi. Mas todas as segundas vem aquele apelo inexplicável de sentar-me no sofá e rever os episódios religiosamente.
No de ontem, a égua de corridas Pie-O-My, partilhada pelo Toni Soprano e o seu capo Ralph, morre misteriosamente num incêndio, suspeitando-se de origem criminosa. Nada demais, tratando-se da morte de um animal pertencente a dois mafiosos. A égua também teve um percurso atribulado, ganhou umas corridas, mas depois de se magoar, começa o declínio.
Isto no meio das motivações cruzadas de Toni (apego emocional á égua) e Ralph (apêgo emocional ao dinheiro).

Onde ia eu? Ah! pois! Na morte da égua. O Toni entra em casa do Ralph, e conta o sucedido. Este faz um papelão ,todo condoído com a morte da égua, e até lhe oferece uns ovos frescos ao pequeno-almoço, mas o Toni já vem com ela fisgada, e estava num rasto de sangue...
Palavra puxa palavra, e chega-se á discussão, provocada pela desconfiança crescente de Toni sobre a autoria do crime, projectada sobre Ralph.
A sensibilidade nunca foi o forte de Ralph, e vai daí, começa a cascar na égua a dizer que ela não valia nada, e que os dois até saíam a ganhar com o dinheiro do seguro a meias, etc etc.
O Toni vai enfurecendo aos poucos, mas não é do tipo que exteriorize o crescendo de raiva (msa donde será que eu conheço este tipo?). Quando ele explode não há que enganar: é o fim.
Ainda para mais o outro, começou a gozar de algo a qual o Toni se havia ligado afectivamente.
Quando as pessoas tentam revelar o lado sensível de Toni (que ele tem, podem ter a certeza!) desta maneira, acabam recebendo o tratamento final. Ele fá-lo tão bem. Com uma brutalidade poética. Nos tempos que vivemos, já é aceitável dizê-lo.
Começada a pancadaria, o defunto do episódio já se sabe qual vai ser.
Afinal de contas, há éguas pelas quais vale bem a pena matar um homem! Só depende de qual valorizamos mais!

 

 

Love is....
Sitting back to back, talking for hours, watching the sky, and ignoring the becoming garbage of the human race.


Instalação no museu de arte de Israel.

 

 

Excelente esta do Barnabé.

 

setembro 06, 2004

 

Sentença de Post-it
Pela segunda vez, esqueci as chaves de casa, em casa (claro está!). Fiquei de castigo, á seca á porta de casa na hora do almoço. Largamente atrasado, chego finalmente. Em cima da mesa, um post-it. Assim á primeira vista parecia um recado do boss. Não era , uf! Mas o que lá estava escrito também não era menos inquietante.

A mensagem dizia:
"A cumprir pena privativa de liberdade"

Hã?

 

setembro 04, 2004

 

Detesto
Detesto que prevejam o meu futuro, detesto que me tentem enfiar uma carapuça á qual me passo a sentir vinculado por força de algum imposto desígnio que não dependa inteiramente de mim. Aliás, prefiro que guardem as bolas de cristal só para si. Fiquem calados. Não quero ouvir. Não existe alguém neste mundo com tamanhas capacidades para prever o futuro seja de quem fôr. Mesmo daqueles que estão aguardando a pena de morte! �s vezes há reversos inesperados e os futurismos, não se concretizam.
Fazer conjecturas do meu futuro, é pôr-me umas botas, colocar-me num trilho, como se fosse esse que tenho de seguir, obedientemente. Por isso, não se faça futurismo sobre mim, para mim. Quando precisar, ligo á linha da Maya.




Não tenho confiança no futuro, por enquanto, e tento não sonhar.
Que espaço há para isso no mundo que herdámos do dia 11 Setembro 2001? Um mundo amedrontado pelas ilusões senis de um macaco, semeando um maniqueísmo viral e uma desconfiança mútua entre os povos?
Macaco esse que está á frente da maior e mais ameaçadora potência militar de todos os tempos, que há muito deixou de ser uma democracia, pairando agora no ar o espectro de uma ditadura global.
Que espaço há para sonhar, quando morrem crianças, á mão bruta de supostas forças de segurança , num desfecho degradante de um sequestro numa escola, a que a outra potência já nos habituou? Rezei para que não se cumprisse a fatalidade. Cumpriu-se. E o futurismo, neste caso, era bastante tentador. Não fiz.

O futuro? Nâo pertence a ninguém. Mesmo a quem pense que está melhor informado que o outro.

Nâo está. Passem um bom Sábado, e gozem da imprevisibilidade da vida.