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I love mankind; it's people I can't stand.
Charles M. Schulz

 

julho 26, 2009

 

Em nome de um polvo maior

A Máfia calabresa sofreu recentemente um golpe no valor estimado de 200 milhões de dólares (ou euros?) em bens confiscados pelas autoridades italianas. Os bens iam desde automóveis a imóveis. O costume.  Mas mostra bem que há outra Máfia que está a passar por dificuldades naquele país: o Governo italiano. Ganha quem tiver mais recursos!

O triste fado disto tudo é que entalado entre dois Polvos, está um POVO.

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janeiro 09, 2008

 

RATificado

 

Acho que qualquer Cidadão, minimamente consciente da situação política que o país atravessa, consegue de uma assentada enumerar  pelo menos 2 motivos óbvios para esta aversão alérgica da classe política em Portugal de todos os quadrantes, ao Referendo ao Tratado da União Europeia.

Como sou um preguiçoso, vou enumerar só mesmo 2 motivos:

  1. A situação de forte impopularidade interna do Governo português levam alguns  fervorosos (e temerosos) do Governo a temer a realização do Referendo na presente conjuntura, o qual a ter um resultado negativo, reflecte não só o sentir em relação ao Tratado e á Europa mas,  o sentir generalizado dos Cidadãos em relação a estes quase 3 anos de (des-)governo, ilações essas que extravasam o objectivo principal do mesmo. Nesse receio acabam por passar um atestado de menoridade do exercício da cidadania ás pessoas, não lhes dando a oportunidade de expressão pelo referendo de questões que lhes afectam. E vão passar a afectar dirariamente.
  2. Caso o Referendo chumbasse  o dito Tratado,  a imagem e credibilidade de Portugal perante a Europa,   sairia no mínimo arrasada. E lançaria alguns, senão os restantes países da União em mais uma crise embaraçosa, em que os seus Cidadãos iriam por um lado achar crítico que o país que acabou de ter a Presidência rotativa da União, também o reprove, e por outro voltar-se-iam contra os seus Governos exigindo serem ouvidos nesta matéria, ou nem sequer isso: em vez de chumbarem o Tratado em Referendo, chumbavam o próprio Governo do seu país na altura mais oportuna. Quando a memória não é fraca, e os tempos são de crise...

 

 

A RATificação do Tratado, fez-se, já ontem, no RATO (o Largo do..) á porta fechada, qual Ali Bábá. Não será preciso ir ao Parlamamento. E muito menos  haverá necessidade de 'incomodar' os Cidadãos!

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outubro 27, 2007

 

European skills snatch plan alarms US tech firms

It's no secret that American tech firms prize vast quantities of H-1B temporary visas and permanent residency permits, otherwise known as green cards. The companies argue that these tools are necessary to bring in foreigners for positions they claim suffer from shortages of qualified Americans, particularly the foreign nationals who represent the majority of masters and Ph.D. graduates from U.S. universities in relevant technical fields.

The EU's proposal would provide a "fast-track" immigration program known as the "blue card"--a sort of green card competitor, offering card holders all EU social benefits--which will bring 20 million additional workers from Asia, Africa and Latin America over the next 20 years, according to various news reports. The plan's drafters hope to award workers the cards within one month to three months--a far cry from U.S. green cards, whose processing time averages 5 to 10 years.

The European Union's new proposal aimed at fast-tracking the immigration process for workers in "highly skilled" is making some U.S. technology heavyweights nervous.

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Uns ilustres cá do burgo decidiram fazer um fórum. Coisa rara numa terra de fascistas empedernidos.

O tema foi a Europa, essa abstração que parece ser uma coisa distante, que nós portugueses nunca vamos conhecer o que é, graças á incompetência genética de todas as classes desta sociedade.

Então convidaram dois supostos representantes destas paragens esquecidas no Parlamento Europeu. É preciso lembrar que os dois deputados eram de quadrantes políticos opostos, se é que isso existe hoje em dia.

Se o tema foi a Europa, como disse, o inevitável tema seria a questão do referendo ao novo Tratado Europeu, assinado recentemente em Lisboa, que teve tanto de circo mediático como de farsa.

Os ditos deputados sairam-se com frases lapidares. Como estas:

 

..se Portugal avança para um referendo, está a estimular os outros (países) a ir para o referendo.

 

No Reino Unido estou convencido que se calhar (o Tratado) não passa e se não passa fica a Europa se mcondições de operacionalidade.

Ora que maçada! E como é que os senhores deputados suínamente alimentados pelo dinheiro de todos nós, (europeus de primeira e de segunda) pensam resolver esse 'obstáculo'?

 

Porque é que não ratificamos este Tratado por via parlamentar e depois , em 2009, então fazemos um referendo e perguntamos ás pessoas 'então querem a Europa ou não querem a Europa?'

A lata!

O outro deputado, revelando-se-lhe ainda mais o carácter invertebrado diz que os referendos em Portugal são subvertidos e há o sério risco de servir para censurar  o Governo central pelas políticas recentes [...]  então é contra a realização do referendo nas actuais condições.

Referendos subvertidos? Bem-vindos á Quinta Dimensão... Apertem os cintos!

A classe política europeia (sem falar dos invertebrados portugueses) encontra-se num estertor uníssono contra uma das mais puras e legítimas expressões da vontade dos cidadãos.

Porque será?

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