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Medina Carreira em entrevista á VISÃO:
Excertos: Não tem netos... Mas atendendo ao que diz do País, não é muito prudente pôr uma criança neste mundo... O senhor dá a ideia de ser uma pessoa disciplinada e disciplinadora. Tem a ver com essa sua formação, nos Pupilos? Entretanto, saiu, foi à Guiné e voltou. Veio para Portugal fazer o quê? Quanto tempo? E o que fez? Tem alguma crença religiosa? [...] Casou com que idade? No Barreiro... Para isso tinha de ter ordem nas mãos... Mas ainda foi para o ISEG. Herdou do seu pai, que foi historiador, o sentido da História, na sua observação do País? Que percepção é que tinha, em jovem adulto, do Estado Novo? Mas já tinha alguma vocação, ou actividade política? Com 27 anos, como viu a candidatura de Humberto Delgado? O 25 de Abril apanha-o com 42 anos. E motiva a sua intervenção política?Eu entrei para o PS antes do 25 de Abril, pela mão do meu colega e amigo José Magalhães Godinho, em 1973. Já conhecia o Mário Soares. Havia, na Baixa, um restaurante, com uma mesa sempre reservada para os advogados, e parávamos lá os que não concordavam com o regime. E foi lá que conheci o Soares. Voltei a vê-lo quando o fui esperar a Santa Apolónia, incógnito, no meio de milhares de pessoas,. Mas o senhor alguma vez foi socialista? Quem o ouve hoje... Entrou, então, no VI Governo provisório, de Pinheiro de Azevedo, para sub-secretário de Estado do Orçamento. Num período completamente convulsivo... Zenha que era o seu ministro das Finanças, apesar de ter dito que não percebia nada de Finanças... E quantas pessoas foram presas até hoje? E como encontrou o Ministério das Finanças, naquela época? No I Governo de Mário Soares, vai a ministro. Ficou como tendo sido o artífice da negociação com o FMI... Mais tarde, Soares teve de dar carta branca ao Ernâni Lopes... O senhor sai do PS em 1978... Como se vê nas suas intervenções, e neste novo livro, continua zangado - e um pessimista inveterado. Mas como não se vê grande alternativa é mesmo um... Um homem providencial? Ou uma mulher... Os políticos profissionais também estão no poder noutros países da União, que estão melhor que nós... Mas mais ricos do que éramos antes, não? Mas todos os países estão endividados... Qual é o endividamento dos EUA? Mas o nosso problema foi a adesão ao Euro? Então foi mau... Mas o senhor já fazia previsões catastróficas há dez ou 15 anos. Nesta altura Portugal já não devia existir. O que correu menos mal?Catastróficas, não! O que eu digo - e se calhar, essa mensagem não passa - não é para "amanhã". A sociedade portuguesa está viciada em falar "ontem" para "amanhã". Ora, a direcção que o nosso País leva não se mede entre dois centímetros, mas em dois metros. E se vir como estávamos em 2000 e como estaremos em 2010, verá. A longo prazo, anda não errei nada! Em 1995 escrevi um livro sobre políticas sociais. E disse que era absolutamente necessária uma reforma da Segurança Social antes do séc XXI. Ela só se fez agora, em 2006... Este ministro fazia parte da equipa que engonhou aquilo tudo. Disseram ao Guterres que isto estava garantido até ao fim do séc. XXI! Quem percebe isto dez anos depois, não deve ser ministro! Mas olhe que os economistas falham muito nas suas previsões. Viu-se na crise e está a ver-se nas previsões sobre a retoma... Mas num país em que as pessoas já passam tantas dificuldades, podemos prescindir das despesas sociais do Estado? Não seria ainda pior, para as pessoas? Mas o senhor, que já critica tanto os serviços públicos, o que diria se o Estado fechasse ainda mais a torneira? Mas melhorou um pouco... hoje podemos pagar os nossos impostos pela internet, por exemplo... Não podemos estar sempre a dizer mal de tudo... Se lhe pedissem que lhe salvasse as Finanças do País, faria um discurso similar ao de Salazar, quando lhe pediram o mesmo? É que o diagnóstico que faz do estado do País é idêntico ao que ele fazia... Então, é de uma pessoa dessas que está à espera. Despesas sociais? Compara muito estes tempos com o estertor final da monarquia. Em que havia, se descontarmos a efémera ditadura de João Franco, dois partidos, esgotados e corruptos, que se alternavam no Poder - os progressistas e os regeneradores. Como o PS e o PSD de hoje? Ou é a gente de qualidade que não quer ir para os partidos? O TGV, o novo aeroporto... Mas um País sem produtos naturais, petróleo, diamantes, etc., o que deve fazer para enriquecer? Que clusters deve explorar? Os internos... enfim, há quem diga que os nossos empresários são tão fracos como o próprio país... Mas num País sem recursos, o Estado tem de revelar alguma imaginação para estimular isso... Mas a deslocalização do investimento não afecta só Portugal. Também afecta os nossos parceiros, onde há mais protecção aos trabalhadores. Há uma ideia sua, neste livro, em que lembra que outros, na Ásia, ganham menos, não têm contratos vinculativos nem poder reivindicativo, nem são defendidos por organizações sindicais. E o senhor acha isto bem? Mas quer que se faça igual! Temos de optar pelo mal menor? Mas uma das soluções é pôr o País a funcionar, em termos laborais, como a Ásia... Mas estão com problemas similares aos nossos, desse ponto de vista do emprego... E nos programas eleitorais, viu alguma proposta que o entusiasmasse? O do PSD é mais sintético. Mas o CDS propõe baixa de impostos, o PSD quer acabar com o pagamento especial por conta... coisas que o senhor também defende. Mas o senhor também defende essa baixa, neste livro. Mas isso é o que diz a líder do PSD! Nem para atrair o tal investimento estrangeiro? O senhor preconiza um governo de iniciativa presidencial com dirigentes que venham das profissões... Mas isso é fazer tábua rasa de eleições. Mas tanto Guterres como Sócrates foram buscar independentes e pessoas vindas, por exemplo da Academia. Mas veja o prof. Sousa Franco, por exemplo. Um académico, que não era aparatchik de nenhum partido. Ou no Governo Sócrates, que também teve figuras com este perfil. E as coisas não mudaram muito... Mas como avalia o desempenho do seu sucessor, Teixeira dos Santos?Avaliei positivamente até ao momento, há um ano e meio, dois anos, em que ele também começou a ser politiqueiro. Mas um Governo de iniciativa presidencial tem mesmo pernas para andar?Não. Mas o que quero dizer é uma coisa parecida, alguém com o consenso do PS e do PSD. Um Bloco Central sem Bloco Central? É quase um concurso público e a melhor oferta governava o País... E se o País sair ingovernável das eleições? Cavaco - que o senhor apoiou - não deverá ter alternativas em cima da mesa? Mas se for tirar a um português de classe média o seu segundo carro, as férias em Cancoon e o pequeno-almoço fora todos os dias, porque ele que deve não sei quanto ao estrangeiro, como acha que ele lhe responde? Não dirá 'quero lá saber'? Mas, no seu tempo, a Educação tinha melhor qualidade? Com meio país analfabeto? E se tinha, como chegámos à situação actual? Mas exagera um bocadinho. No seu tempo, em que a escola era tão "boa", havia 30 ou 40% de analfabetos. Hoje não há uma criança que não saiba aceder à internet. Não acha que melhorámos? Mas os paradigmas do conhecimento mudaram, em relação ao seu tempo. É melhor ter computador do que não ter... Mas alguma vez tivemos tanta gente qualificada como hoje, em Portugal?As elites são mais qualificadas do que no meu tempo. Mas o resto é muito pior. Eu deixei de ensinar, porque era um horror. Um dia encontrei um moço a quem perguntei: 'Mas, afinal, quando é que se vai embora? Quanto exames já fez comigo?' 'Fiz dez', disse ele. Quem quer estudar deve estudar. Quem não quer, mais vale fazer outra coisa. O que critico, no ensino inclusivo, é não dar alternativas na saída profissional, para quem não tem capacidade para chegar à universidade. Falou das eleites. No livro acusa os banqueiros, que se supunham fiáveis, de se mostrarem indignos de confiança. E aponta o dedo ao País. Mas isto não sucedeu, ainda com maior acuidade, nos outros países? Nós também temos... Neste livro, o senhor decreta o fim da social-democracia e do Estado social. Mas voltemos ao Estado social e à social-democracia... Mas o senhor profere estas afirmações numa altura em que o neo-liberalismo falhou mais clamorosamente e as ideias do socialismo democrático parecem regressar... Por ineficácia do Estado como regulador... Mas agiram num sentido mais esquerdizante... O que nos remete para o regresso ao papel do Estado social... Mas o senhor professor não indica, neste livro, uma alternativa válida a esse sistema de Estado social a que as pessoas se habituaram a viver. À luz destas reflexões, o que pensa das políticas de Barack Obama? Ele está a gastar mais com políticas sociais. Mas então está a entrar em contradição com as suas próprias convicções... Diz, no, livro, que entrámos no período de maior decadência depois do 25 de Abril. Mais do que no PREC ou os tempos de quase banca rota do início da década de 80?! O que achou desta polémica sobre a TVI? O senhor professor vai votar? Etiquetas: conversas, politica, politiquice |
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Por Miguel Sousa Tavares Miguel Sousa Tavares |
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| O Grande Caso BPN: Portugal | |
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Este homem devia ser a Universidade de Verão de muita gente neste país de consciências adormecidas e apodrecidas. Etiquetas: conversas, medina carreira, paródia, politica, politiquice |
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| Corrupção do intelecto | |
Saramago declara apoio a António Costa
Para os que ficaram mudos com esta aproximação súbita do Nobel inquebrável aos piratas da politica portuguesa, aqui vai o resto da notícia:
Este comunista empedernido de repente viu-se familiarizado no neo-liberal PS? E ainda por cima no Alberto Costa??? Como é que uma Câmara como a de Lisboa endividada até ás pontas dos cabelos, ainda tem dinheiro para estes delírios?? Mostra bem como e por quem é gerido e aplicado o dinheiro público em Portugal: de forma criminosa e por criminosos. Querem saber a sinopse adivinhada do tal 'filminho'? Cá vai: Escritor português, Nobel, conhece espanhola feminista que decobre nele o fascínio comodista e ao mesmo tempo inovador da escrita sem pontuação. Orçamento do filminho? Ora não sei, deixa cá ver ..... uns 500.000 euros. Chega? Ironicamente, Saramago sempre proferiu (a quem o quisesse aturar) que Portugal maltratava os seus notáveis. Era um país tacanho, e tudo o mais que nisso se podia enquadrar, o mestre escritor não se eximia a debitar recadinhos em forma de profecia, tecidos a partir do buraco escavado em território espanhol, onde se enterrou. Assim se explica que quando Cavaco era Primeiro Ministro tudo o que bastava para que o tresmalhado anarquista parasse a corrosiva caneta e voltasse á pátria era que fizessem um filminho sobre ele, e o respectivo umbigo. Então era isso! Emerge agora este Saramago, velho, provavelmente menos lúcido (eufemismo de senil) voltando do seu exílio, o seu 'amuo', em investidas calculadas. E vem directo para o conúbio com a súcia de bandidos que andam a pilhar este país desde o 25 de Abril. Estes neo-comunistas mostram bem a sua pele, o seu carácter, e a sua motivação: sede do protagonismo. Corrupção intelectual, Corrupção moral, Corrupção económica. Prostituição. Etiquetas: conversas, irritações, politica, politiquice |
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| Des-Ligados | |
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No programa do Provedor do Telespectador da RTP, lá tentaram mostrar alguns desagradados com o formato do programa Liga dos Últimos. Estes desagradados eram tipicamente lisboetas emproados. Um perfil urbano que lê 40 livros por semana, estilo Marcelo Rebelo de Sousa, e acham que vivem num país de primeiro mundo. Dentro da porta de cada um deles, talvez. Analisavam o programa altivamente, querendo encaixá-lo num formato inclassificável , devido ao retrato degradante que fazia das pessoas, fugindo á reportagem dos acontecimentos desportivos. Recomendavam que o programa deveria ter um formato sério, informando de facto sobre esse mundo da bola que a maior pate de nós não conhece. Se calhar o programa deveria ter exposto mais claramente o seu formato, desde o início. Assim havia menos confusão em certas cabecinhas. As que não saem da bolha urbana. É que ainda por cima parece que se obrigavam a ver o programa. Isto numa altura em que o que não falta neste país são escolhas televisivas. Os cromos, esses, ao menos desta vez apareceram no programa do provedor do telespectador da RTP! Deram a cara, seja-lhes reconhecido. |
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| Met-áfora | |
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Ver-te assim naquela foto... Vi mais que a metáfora. O que recusas ver nestes dias. Não desesperes, no meio de tanto material reciclável, és a que tem maior capacidade de se reciclar! A decadência veste-se de muitas formas, entre elas o desencanto. E pode ser um bom começo: o da reconstrução. em causa própria. Porque não? Os outros que se f........ . Onde têm estado? Souberam fazer das suas com com as coisas que este tempo todo guardámos como valiosas. No meio de atropelos e azelhices ao volante, só consigo tentar fazer-te rir, nestas alturas. És uma mulher linda,em tantos aspectos, que demasiadas vezes reconheces a beleza nos outros e no mundo á tua volta, antes de reconhecê-la em ti. Chega. Que comece o Luto! A Luta , essa, é logo a seguir.
Um Beijo GRANDE. Etiquetas: conversas, melancolia |
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| a Idade para tudo | |
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Ontem pus-me a ver a reportagem da SIC. Sobre as armas ilegais em Portugal e os seus efeitos. Lá mostraram uma série de situações desde as profissões de risco que obrigam ao porte de armas, mesmo que ilegais, até ás situações de exclusão social em zonas 'problemáticas' de Lisboa, em que são mais habituais as cenas de violência policial e de tiroteios. Entre essas zonas, um pequeno bairro de lata, no Prior Velho em Loures. A reportagem cruza-se com duas crianças, dois rapazes na rua. Começa a conversa, sobre a violência e sobre os tiroteios.
É claro que eu ao ouvir isto dei um pulo de um só riso.
Idade do adultério! Todos queremos lá chegar, um dia! É sinal que estamos bem vivos!
Continuaram, num tom de esperança, que é quase um desalento:
Etiquetas: conversas, paródia, politica, politiquice |
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| Boys night | |
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[Ontem, no cinema...] - Este Rambo, fala pouco... É muito calado..
Vai o Miguel e responde: - Pá, fala pouco mas mata muito! Risada geral ! |
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| "Páteo" de memória | |
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[Um post, que esteve amadurecendo pelo mês que termina.] Sentámo-nos ali, no café, eu e a minha mãe, num café inesperadamente sossegado, no coração de uma cidade que há muito perdeu o sossego. Já á entrada um cumprimento que ela dá a uma senhora que não conheci. Ali estivemos, menos ameaçados pelos resquícios das decorações de Natal e das memórias que deixa. É tempo de voltar á rotina dos dias, banais. Suspiramos as pessoas que saem para fora da cidade que perdeu o sossego, e as pessoas que saem, e devolvem (algum) sossego. Estivemos com outras memórias. Mais longínquas, mais ermas. Gostei muito da conversa. Especialmente depois de passados uns dias tormentosos, em que fui injusto para a boa vontade dela em tentar ajudar-me. A conversa foi decorrendo, calmamente, em jeito de pacificação, dos que continuamos vivos sobre quem já não está por aqui. Falámos do meu pai, da sua passagem quase fugidia e do motivo que o aproximou da minha mãe, perversamente também o mesmo que foi ditando o seu fim. Fiquei a saber um pouco mais dele, do alcance da sua luta pessoal, das decisões que o levaram a sair da sua terra. Da condição tangencial da sua saída de uma situação que, de uma maneira ou outra, estava a matá-lo. Não tendo nada a perder, partiu. Falámos do tempo que demoravam as viagens de barco na altura, que a minha mãe ainda chegou a fazer. Á saída, a minha mãe detém-se junto da desconhecida da entrada. Avancei até á porta e de lá pude ler o espanto dela, quando me reconheceu através do meu pai. "É ele! Tal e qual, da cabeça aos pés!". Ele, era o meu pai. Emocionado, á porta, sorri. Seguimos caminho, e senti um orgulho imenso de senti-lo vivo, nesta forma que assumo todos os dias, e que nos dias mais negros tendo a valorizar pouco. O meu pai , se calhar, sou eu. E sou mesmo! Etiquetas: café, conversas, melancolia, memória |
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| RATificado | |
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Acho que qualquer Cidadão, minimamente consciente da situação política que o país atravessa, consegue de uma assentada enumerar pelo menos 2 motivos óbvios para esta aversão alérgica da classe política em Portugal de todos os quadrantes, ao Referendo ao Tratado da União Europeia. Como sou um preguiçoso, vou enumerar só mesmo 2 motivos:
A RATificação do Tratado, fez-se, já ontem, no RATO (o Largo do..) á porta fechada, qual Ali Bábá. Não será preciso ir ao Parlamamento. E muito menos haverá necessidade de 'incomodar' os Cidadãos! Etiquetas: conversas, europa, paródia, politica, politiquice |
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| Des-mistificado? | |
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Interessante. Já no Câmara Clara da semana passada ouvi uma referência do Professor Catedrático Moisés Espirito Santo a este assunto. Foi um programa a antecipar o solstício de Inverno, assinalado pela noite mais longa do ano, entre os dias 21 e 22 de Dezembro. Paula Moura Pinheiro, trazendo-nos o seu encanto e os temas que nos encantam, fora deste mundo. Nesse programa, o Sociólogo refere que a alteração do nascimento de Cristo, em Setembro, deu-se para ofuscar as celebrações do deus romano Mitra, o deus solar. Para descarregar: www.cienciahoje.pt/files/24/24678.mp3 (sofrível: a locução deixa a desejar) Etiquetas: conversas |
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| Ingéni(u)o | |
Foi o tom pungente, ingénuo quase, do Presidente da República ao apontar um dos sintomas da desertificação do interior do país.
Pois acredite que é verdade, e não é trazê-los ao mundo que custa (depende de como vemos a questão) mas sustentá-los, até á idade em que o possam fazer por si próprios, que é também a idade em que acham os pais uns 'quadrados'. E isto tudo em Portugal. Uma aventura, portanto! Quanto ao "entusiasmo" de gerar as tais 'novas vidas', esse nunca faltou, Sr. Presidente. Nem aqui, nem em qualquer outra parte. Quando os jovens têm a sua auto-suficiência cada vez mais tarde nas suas vidas, por uma série de factores, sendo um deles uma empregabilidade que não lhes dá nenhuma estabilidade, ou então mesmo o desemprego garantido, como podem eles "entusiasmar-se"? Ora aí está uma das respostas á (sua) primeira pergunta. Etiquetas: conversas, politica, politiquice |
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| Grosseria | |
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Etiquetas: café, conversas, paródia, politica, politiquice |
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| The killer within. the artist without. | |
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A propósito daquele 'artista' em série russo que foi condenado ontem . Chamam-no "chessboard killer". Que se sentia deus ao assassinar aquela gente toda. Lembrei Pulp Fiction. E aquelas cenas de verdadeira genialidade em que dois assasinos a contrato irrompem pelo covil dos bandidos, armados de espingardas e um deles, Samuel L. Jackson, armado com uma bíblia. Este, logo que fazia a sua entrada triunfal, começava de imediato descarregando os epifânicos versículos pré-seleccionados sobre aqueles infiéis, antes de descarregar todo o seu chumbo naquele lixo humano. E ao lembrar o filme, ri-me entre-dentes. Quis achar piada no real, atabalhoado e brutal, porque é o real. Não há ensaios! A arte tem uma maneira bem mais interessante de retratar desanuviadamente estes actos. O problema é quando somos confrontados com os artistas da realidade. Essa, bem mais áspera. Etiquetas: conversas, melancolia, memória, paródia |
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A propósito do balanço dos mortos na estrada este fim de semana, a minha mãe comentou:
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European skills snatch plan alarms US tech firms
Etiquetas: conversas, europa, politica, politiquice |
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Uns ilustres cá do burgo decidiram fazer um fórum. Coisa rara numa terra de fascistas empedernidos. O tema foi a Europa, essa abstração que parece ser uma coisa distante, que nós portugueses nunca vamos conhecer o que é, graças á incompetência genética de todas as classes desta sociedade. Então convidaram dois supostos representantes destas paragens esquecidas no Parlamento Europeu. É preciso lembrar que os dois deputados eram de quadrantes políticos opostos, se é que isso existe hoje em dia. Se o tema foi a Europa, como disse, o inevitável tema seria a questão do referendo ao novo Tratado Europeu, assinado recentemente em Lisboa, que teve tanto de circo mediático como de farsa. Os ditos deputados sairam-se com frases lapidares. Como estas:
Ora que maçada! E como é que os senhores deputados suínamente alimentados pelo dinheiro de todos nós, (europeus de primeira e de segunda) pensam resolver esse 'obstáculo'?
A lata! O outro deputado, revelando-se-lhe ainda mais o carácter invertebrado diz que os referendos em Portugal são subvertidos e há o sério risco de servir para censurar o Governo central pelas políticas recentes [...] então é contra a realização do referendo nas actuais condições. Referendos subvertidos? Bem-vindos á Quinta Dimensão... Apertem os cintos! A classe política europeia (sem falar dos invertebrados portugueses) encontra-se num estertor uníssono contra uma das mais puras e legítimas expressões da vontade dos cidadãos. Porque será? Etiquetas: conversas, europa, politica, politiquice |
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